Sucesso de bilheteria nos cinemas, a franquia O Senhor dos Anéis sempre foi sinônimo de rentabilidade, desde o campo da literatura, onde estão as suas raízes, até os mais diversos produtos relacionados à cultura pop. Apesar disso, o universo criado por Tolkien nunca havia sido reproduzido em títulos expressivos pela indústria dos games, permanecendo apenas na faixa do razoável. Mas, felizmente, essa realidade mudou. E ao que parece, toda essa espera valeu a pena!
Middle-Earth: Shadow of Mordor foi anunciado sem grande alardes e passou longe de todo o hype que envolveu games como Watch Dogs, Titanfall e Destiny. Após o seu lançamento, no final de setembro, o jogo acabou conquistando milhares de fãs ao redor do mundo e se tornou um grande sucesso, sendo até mesmo considerado por alguns como forte candidato a jogo do ano (meio exagerado, não?). Ponto para a Monolith Productions, desenvolvedora do game, que acertou em cheio na pegada, se aproveitando do novo hype gerado pela trilogia O Hobbit.
A equipe do Calango Voador gostou muito da dinâmica de Shadow of Mordor, mas coube ao nosso gamer mais dedicado, o @iTuhh, a "árdua" tarefa de debulhar este maravilhoso game. Confira abaixo a análise:
Nas Sombras de Mordor
O jogo conta uma historia inédita situada na Terra Média, mais especificamente em Mordor, durante o intervalo de tempo entre os eventos de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. O jogador assume o papel de Talion, um guardião que teve sua família assassinada pelas forças de Sauron - e que também acaba perecendo durante o ataque. Entretanto, Talion é revivido por uma misteriosa entidade élfica, que possui o seu corpo e o auxilia em sua demanda por vingança.
A relação entre esses dois personagens e a obsessão dos mesmos por vingança e liberdade, são os fios condutores do enredo, que não desaponta, mas nem de longe pode ser comparado à grandiosidade da obra original. Para os fãs mais nostálgicos, há algumas referências muito legais, como a participação do ardiloso Gollum, que colabora para o avanço de sua jornada e é uma adição deveras interessante.
Middle-Earth: Shadow of Mordor foi anunciado sem grande alardes e passou longe de todo o hype que envolveu games como Watch Dogs, Titanfall e Destiny. Após o seu lançamento, no final de setembro, o jogo acabou conquistando milhares de fãs ao redor do mundo e se tornou um grande sucesso, sendo até mesmo considerado por alguns como forte candidato a jogo do ano (meio exagerado, não?). Ponto para a Monolith Productions, desenvolvedora do game, que acertou em cheio na pegada, se aproveitando do novo hype gerado pela trilogia O Hobbit.
A equipe do Calango Voador gostou muito da dinâmica de Shadow of Mordor, mas coube ao nosso gamer mais dedicado, o @iTuhh, a "árdua" tarefa de debulhar este maravilhoso game. Confira abaixo a análise:
Nas Sombras de Mordor
O jogo conta uma historia inédita situada na Terra Média, mais especificamente em Mordor, durante o intervalo de tempo entre os eventos de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. O jogador assume o papel de Talion, um guardião que teve sua família assassinada pelas forças de Sauron - e que também acaba perecendo durante o ataque. Entretanto, Talion é revivido por uma misteriosa entidade élfica, que possui o seu corpo e o auxilia em sua demanda por vingança.
A relação entre esses dois personagens e a obsessão dos mesmos por vingança e liberdade, são os fios condutores do enredo, que não desaponta, mas nem de longe pode ser comparado à grandiosidade da obra original. Para os fãs mais nostálgicos, há algumas referências muito legais, como a participação do ardiloso Gollum, que colabora para o avanço de sua jornada e é uma adição deveras interessante.
Além da quest principal, o game nos oferece várias sidequests e desafios, estimulando o jogador a explorar as desoladas terras de Mordor, em um sistema de mundo aberto que convence, apesar de ainda haver transições entre áreas do mapa onde é necessário o carregamento.
Jogabilidade fluida
Gráficos e Som
Jogabilidade fluida
Enquanto estamos explorando, a jogabilidade é muito parecida com a de "Assassin’s Creed", usando um sistema de furtividade semelhante e levemente aprimorado, assim como os movimentos que lembram a prática de "le parkour", característicos da série da Ubisoft. Porém, o detalhe que mais chama a atenção nesse aspecto, é o fato do game utilizar uma mecânica exageradamente parecida com o sistema das Torres de Sincronização do Assassin's Creed, onde o protagonista precisa escalar uma torre para abrir uma área do mapa.
O sistema de combate lembra o da série "Arkham”, empregado nos novos jogos do Batman, principalmente quando Talion é cercado por muitos inimigos. Assim como em Batman, o jogador pode realizar ataques básicos, contra-ataques, esquivas e atordoamentos, além de contar com um medidor de combos. Esta adição permite que sejam feitos movimentos de execução contra os inimigos. Conforme o jogador avança no game e aprimora suas habilidades, o combate se torna mais complexo, e mais elementos são adicionados. Além do combate corpo-a-corpo, existe um sistema de combate à distância que pode facilitar a vida do jogador, bem como ataques furtivos e execuções silenciosas, caso você opte por um estilo de jogo mais furtivo. Aliás, em alguns momentos, o próprio jogo irá te obrigar a agir furtivamente ou a cumprir um determinado objetivo de um forma específica, o que pode frustrar muitos jogadores.
O arsenal do jogo é composto por adaga, arco e espada. Essas armas podem ser imbuídas com runas mágicas, que acrescentam um efeito especial quando você as utiliza. As runas são divididas em três categorias: normais, raras e épicas, e seu efeito é amplificado de forma proporcional à sua raridade. Com destaque para as runas épicas, que possuem um efeito único e só podem ser adquiridas derrotando capitães e chefes. Cada runa normalmente tem seu efeito baseado na arma na qual pode ser equipada.
Gráficos e Som
Os gráficos são ótimos no PC - a versão que optamos - principalmente após a adição do pacote de texturas em ultra definição, que pode ser baixado gratuitamente após a compra do título. Porém, eles são um pouco mais escuros do que o das versões de consoles de mesa, o que dividiu opiniões em nossa equipe. Porém, nota-se que a versão do PS4 possui um pouco mais de primor em relação às partículas, o que pode ser notado principalmente quando está chovendo, em comparação à versão de Xbox One. A ambientação de Mordor, que nos surpreende tanto com terras sombrias e desolada, cheias de ruínas e construções destruídas, quanto com cenários com bastante vegetação, gerando um contraste interessante.
A dublagem brasileira não é ruim, mas a impressão que dá é que os personagens principais não conseguem passar emoção e de certa forma não cativam o jogador. A trilha sonora, em compensação, é boa, e cumpre o seu papel, mas não chega aos pés da trilha sonora dos filmes.
A dublagem brasileira não é ruim, mas a impressão que dá é que os personagens principais não conseguem passar emoção e de certa forma não cativam o jogador. A trilha sonora, em compensação, é boa, e cumpre o seu papel, mas não chega aos pés da trilha sonora dos filmes.
Sistema Nemesis: o grande trunfo
Sem dúvida, o maior destaque do jogo é o Sistema Nemesis, um grande diferencial e uma ferramenta surpreendente que provavelmente será bastante aproveitada pelos títulos da nova geração. O sistema permite que as decisões do jogador realmente afetem totalmente a ambientação do jogo, mudando o comportamento e a hierarquia das tropas orcs. Dessa forma, seus inimigos sempre se lembrarão de você e das suas decisões, e isso repercutirá na próxima vez que os encontrar. Ser morto por um soldado orc o promoverá a capitão - por exemplo - e além disso, caso você o encontre novamente, ele irá provocá-lo e até subestimá-lo. Rumores sobre as suas ações sempre chegarão aos ouvidos das tropas de Mordor, e eles saberão se você realmente é um adversário a ser temido ou apenas uma piada.
Os inimigos que você enfrentará vão desde os orcs comuns, passando pelos Uruks - uma espécie de Orc bombado - e vão até outras criaturas animalescas, como os gigantescos Graugs - sendo este, um monstro exclusivo do game. Os principais vilões, os Capitães Negros, até convencem em termos de caracterização e personalidade, mas, com exceção do embate contra "O Marreta" - que é bastante desafiador e acirrado - as demais batalhas são tediosas e fáceis demais comparadas com o nível de expectativa que foi criado desde o início.
"Lutas pelo Poder" são as batalhas que você trava contra capitais e chefes. Poder é necessário para liberar “ranks” de habilidades, onde você pode escolher as que melhor combinarem com o seu estilo de jogo. Para isso, você precisa adquirir "pontos de habilidades", que são ganhos ao conquistar a experiência necessária. As habilidades são divididas em dois tipos: as espectrais - que influenciam as finalizações e representam o poder do espírito élfico -, e as de combate, que representam as habilidades de Talion.
Os pontos de atributos são utilizados para aprimorar os slots de suas armas, quantidade total de vida, concentração e número de disparos élficos. Você também pode utilizar esses pontos para desbloquear as habilidades especiais de cada arma. Pontos de atributos são obtidos em missões e, principalmente, em desafios.
Esses desafios são uma espécie de sidequest onde você deve concluir um objetivo específico seguindo exatamente os critérios solicitados, podendo ainda conseguir um bônus se alcançar um critério extra descrito no desafio. Os desafios são designados dependendo do tipo de arma que você utiliza, sendo os desafios da adaga os mais complicados (na minha humilde opinião).
Esses desafios são uma espécie de sidequest onde você deve concluir um objetivo específico seguindo exatamente os critérios solicitados, podendo ainda conseguir um bônus se alcançar um critério extra descrito no desafio. Os desafios são designados dependendo do tipo de arma que você utiliza, sendo os desafios da adaga os mais complicados (na minha humilde opinião).
Pelo mapa, ainda estão espalhados vários artefatos que complementam a historia do jogo, bem como os fragmentos de Ithildin. Estas relíquias só podem ser vistas sob a forma espectral.
Talion ainda tem a opção de domesticar algumas criaturas como os Caragors e os Graugs, mas somente se você desbloqueou as habilidades necessárias.
Um coisa muito divertida neste game é que, quando você desbloqueia uma habilidade de dominação, você pode montar exércitos com seus próprios inimigos. Capitães e Chefes podem ser dominados e você tem total controle deles.
Vale a pena?
Sim, o texto ficou bem longo, mas garanto a vocês que ainda tinha muita coisa para falar desse jogo, mas vou deixar que vocês mesmos descubram. O que posso dizer é que o jogo me cativou muito, passei três dias jogando sem parar (sério). Eu simplesmente o recomendo, e garanto que toda a equipe do Calango Voador partilha dessa opinião!
Escrito por @iTuhh
Confira abaixo o trailer do jogo (em inglês):
Escrito por @iTuhh
Confira abaixo o trailer do jogo (em inglês):
Revisão e edição por @Brunodyuji

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